Nosso compromisso é compensar emissões de gases do efeito estufa (GEE) emitidos por atividades do homem – do simples ato de dirigir um carro aos mais sofisticados processos industriais – com o plantio de árvores em matas ciliares que estão à espera de reflorestamento. As árvores absorvem carbono da atmosfera e preservam o solo, a água e a biodiversidade.


É importante que sejam escolhidas as árvores de ocorrência natural da região. A grande maioria das espécies listadas acima pertencem ao ecossistema da Mata Atlântica, mais especificamente do estado de São Paulo. Caso a região de plantio escolhida apresente características de um outro ecossistema, como o Cerrado, por exemplo, recomenda-se a consulta de outras listas para que você possa escolher uma espécie nativa da região do plantio – o que é essencial para o sucesso da empreitada.

Todos os vegetais necessitam de uma área mínima de vida para sobreviver. É nesta área que eles adquirem todos os recursos de que necessitam como água, luz e nutrientes. Portanto, é preciso calcular uma distância mínima de dois metros entre cada semente ou muda na hora do plantio.

No caso do plantio de mudas, recomenda-se a abertura de covas de no mínimo 30cm x 30cm x 30cm. Para aumentar as chances de sucesso do plantio e a velocidade de crescimento das mudas, vale aplicar calcário e fertilizante nas covas. A quantidade depende da composição do solo do local, porém, em termos gerais, as quantidades giram em torno de mil a 2 mil gramas de calcário e 100 a 200 gramas de fertilizante por cova. Se possível, use adubos orgânicos em vez de fertilizantes químicos.

Se você for plantar árvores em calçadas ou outros espaços sob redes elétricas confira as recomendações na legenda das espécies.

As mudas e/ou sementes plantadas necessitam de cuidados especiais durante os dois primeiros anos de vida. Neste período, faça uma manutenção com inspeções mensais durante o período seco e roçadas e capinas das mudas durante o verão. Assim, você combate infestações de formigas e de plantas daninhas e garante a sobrevivência das futuras árvores.

O conceito de Grupo Ecológico é relevante apenas para plantios que se caracterizem como restauros florestais, ou seja, aqueles que compreendam no mínimo 50 árvores a serem cultivadas em áreas de matas degradadas. Nestes casos, recomenda-se que sejam plantadas 35% de espécies pioneiras (totalizando 50% das mudas) e 65% de espécies não-pioneiras (totalizando os outros 50% de mudas).


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